Roído às
11:34h
por Metalheart
Fim de Semana Rato - Parte III
Vários Locais - Domingo
Na casa de Rato Jason, aguardava por Rato Adylaide, que seria minha carona até o boliche do Norte Shopping.
Ao chegar, Ady mostrou porque é uma lenda, ao dizer lá de baixo:
- Ô Jason, abre aí que eu quero fazer cocô.
Direto para o banheiro, ele nem se incomodou em fechar a porta que "é pra conversar melhor". Terminados os trabalhos, ele saiu com uma cara triste:
- Não consegui ficar à vontade.
Deve ser porque sua quase-esposa Bruna ficou berrando para ele se apressar.
Ao descer, fui apresentado a um casal amigo dos dois, Sabrina e Dinho (ou Binho ou Pinho, ainda não estou certo), e rumamos para o boliche.
Com Ady na direção, dificilmente será o caminho mais curto. Atalhos não são para ele. Nem seguir a orientação alheia. Com isso, ele nos levou para uma emocionante volta pelas imediações do Complexo do Alemão. Minha ex-AAA adoraria o tour!
No boliche, encontramo-nos com Rato Marcus e Aline Sem Classe mais Saldanha e Mariana. A surpresa foi o aparecimento de Adyinha, irmã de Adylaide.
Com o início do jogo, Rato Marcus jogou seus três dias de treino por semana na vala, quer dizer, na canaleta. Teve que ouvir até o fim do jogo as gracinhas pertinentes (e impertinentes).
Como não sei jogar mesmo, o que acontecer de bom para mim é lucro. Sem Classe lançava a bola e tentava fazer com que ela fosse na direção certa usando as mãos. Poderes paranormais não são o forte dela. Sabrina atirava a bola com tamanho desprezo que a bola, querendo melhorar sua condição com ela, acertava os pinos por si só.
Bruna roubou a cena com sua corridinha de desenho animado. Ady, o Ignorante, lançava a bola de maneira que ela tocasse a pista já quase na metade do percurso. O espantoso era ele conseguir vários strikes.
Ficamos na pista mais próxima a área dos fumantes, para alegria dos amigos viciados, que necessitavam continuar seu suicídio em parcelas. O que encareceu nosso jogo, já que eles atrasavam as sua jogadas e a pista é cobrada por hora.
- O taxímetro tá correndo - eu fazia questão de lembrar.
Em um desses momento de confraternização dos fumantes, no primeiro piso, um pré-adolescente chamou à atenção de seu colega que dava "pra ver a calcinha daquela menina". Momento em que, sem perda de tempo, Sem Classe levantou o vestido e berrou:
- Que calcinha o quê! Eu tô de short, seu retardado! - e o moleque saiu voado.
Com a chegada da fome, optamos pelo rodízio de pizzas da Parmê. A vantagem é ter o refrigerante liberado, mas seria melhor se eles misturassem um pouco menos de água.
Durante a rodada de pizzas doces (recuso-me, completamente), Ady tomou o chantilly do garçom e desenhou desenhos obscenos na pizza dos outros.
E foi assim que terminou o fim de semana mais Rato dos últimos tempos.
Rato Serrão, o Pilantra, não cansou de dar bola fora ontem.
No jogo do Brasil, após o belíssimo primeiro gol do time mexicano, ele exclamou:
- Caraca! O Hugo Chavez deve tá louco!
- Mas ele é presidente da Venezuela! - disse Rato Jason.
- Ele deve tá louco mesmo se já tá querendo mandar no México - eu disse.
Isabela, a Rainha dos Duendes, e Gisele, a Estressada, gargalhavam. Gisele quase passava mal, já com a barriga doendo.
Enquanto isso, Serrão tentava desesperadamente bolar uma justificativa para seu comentário.
Depois, no segundo gol, não pude perder a oportunidade:
- Agora é que o Hugo Chavez deve tá plantando bananeira.
E o Anão de Itu ainda tentava se justificar.
De carona com O Casal para a casa de Rato Jason, Gisele, a Estressada, comentou:
- Preciso comprar uma calcinha.
Animado, antevendo alguma possibilidade interessante, Rato Serrão, o Anão de Itu, perguntou:
- Por que, amor?
- Porque amanhã eu vou na médica e não vou de calcinha velha.
Claro que eu ri. Muito.
Roído às
12:59h
por Metalheart
Fim de Semana Rato - Parte II
Laje da família de Rato Marcus - Sábado
Após ter suportado com bravura o aniversário de três anos de Gabriel, sobrinho de Rato Bozomaru, o Miserável, em que dezenas de crianças corriam e gritavam livremente, fui convocado para o Arraial do Cospe Grosso, na casa dos parentes de Rato Marcus.
A festa ocorreu na laje da moradia, localizada no acesso ao morro da Fé. Chamado assim porque você precisa ter fé se pretende subir e descer vivo o morro caso não seja conhecido na área.
A mesa esteve farta; cheia de guloseimas: cuscuz, pé-de-moleque, bolos, salsichão, sopa de ervilha, canjica, cachorro-quente, salgados, empadão, pastel e paçoca foram algumas das iguarias, fora as bebidas que mantiveram o fogo do pessoal aceso.
Rato Jason também esteve presente, assim como o casal Saldanha e Mariana. Porém, quem roubou a cena foi Aline Sem Classe, personificada como a noiva da quadrilha. As fotos não mentem, e ela prometeu publicá-las em seu álbum no Orkut. Durante a dança de quadrilha, a moça esbanjou todo seu garbo e elegância, rebolando até o chão (?), ao fazer par com um cidadão que mais parecia o Seu Batista da Escolinha do Professor Raimundo.
Era uma festa caipira, mas algumas pessoas pareciam estar em uma festa à fantasia. Das personalidades da festa, Sem Classe destacou a presença de Britney Spears (durante a reabilitação) e Beyonceé (depois de uma chapinha que saiu terrivelmente errada).
Uma tia de Rato Marcus cismou comigo e veio tirar sarro com a minha cara, dizendo que eu não estava animado. Para não perder a chance, Rato Marcus cochichou algo no ouvido dela a meu respeito e não demorou para que ela voltasse com um pedido de desculpas. Não faltaram risadas.
A festa continuou animada avançando pela madrugada, assim como os tiros continuaram a se confundir com os fogos de artifício.
Roído às
12:46h
por Metalheart
Fim de Semana Rato - Parte I
Outback do Norte Shopping - Sexta-Feira
Encontrei com Rato Marcus, que acabava seu treino de boliche, para esperarmos o pessoal no Outback. Às 19h, hora marcada, estávamos no local e já separamos o número de mesas e cadeiras necessáro.
Às 20h31min, tivemos que soltar a mesa extra e dois pares de cadeiras, após a terceira solicitação da gerente em razão da fila que se formava do lado de fora. Bem, não temos culpa que o pessoal tem problemas com horário. Porém, não houve dificuldade para arranjar novos lugares conforme o povo foi chegando.
No Outback, você só paga o primeiro refrigerante, o resto vem de brinde. Os garçons são incentivados a se integrar com os clientes e a nossa garçonete, uma anã paraguaia, foi muito bem nesse quesito. Quase no fim do nosso encontro, ela já estava
sentando na nossa mesa e chamando todo mundo pelo nome. E ainda garantiu um chope extra para o pessoal.
A primeira a chegar, foi a namorada de Rato Marcus, Aline Sem Classe, que já chegou esbanjando sua (falta de) categoria ao passar pela fila sem maiores explicações e fazer gestos obscenos em minha direção.
O Casal (Gisele, a Estressada, e Rato Serrão, o Pilantra) continua enrolado e contou como a primeira e única desistência da noite. Com isso, Rato Jason, que estaria de carona com eles, teve que negociar a liberação do carro com Carne Frita e foi o próximo a chegar.
Após um tempo, lá pelas 22h, chegou outro casal de amigos, Saldanha e Mariana.
Eu e Rato Jason fazíamos nosso melhor para fazer com que o restaurante se arrependesse desse sistema refil com os refrigerantes, enquanto Sem Classe cuidava de seus problemas com os molhos apimentados.
Às 23h47min, chegou o último casal da noite, Rato Adylaide com sua namorada/noiva/esposa Bruna.
A conclusão que nossa garçonete seria uma anã falsificada deu-se após Aline Sem Classe relatar alguns apuros por que passou devido a sua fobia de anões cabeça-de-feijão. Inclusive, que já teria recebido uma cantada de um. A garçonete sofreu, mas ao menos ganhou um elogio junto ao gerente e por e-mail na página do restaurante.
A bagunça continuou até as 2h e terminou com Sem Classe, sempre ela, passando em meio ao chafariz do pátio do shopping. O que resultou em uma chamada de atenção a seu namorado pelo segurança do shopping. Quer dizer, ele tentou chamar à atenção.
Mais uma vez, Rato Serrão, o Pilantra, mostrou a razão de Gisele, a Estressada, ser... bem... estressada.
Ao ver que eu comia canjica, ele aproveitou toda sua finesse para oferecer a guloseima para sua noiva:
- Amor, quer canjica?
- Quero.
Serrão apontou para a bancada e disse:
- Aqui tá o copo e a colher tá na gaveta.
Ela limitou-se a colocar a mão na testa enquanto Rato Jason exclamava:
- Mas continua um lorde!
A reunião do Conselho, desfalcada do casal Rato Marcus e Aline Sem Classe, foi marcada por grandes revelações.
A noite iniciou-se (e terminou) com uma disputa de sueca. Carne Frita, o Benemérito e Rato Serrão, o Pilantra,
foram os grandes vencedores da noite. Não houve dupla que os derrotasse. Se bem, eles teriam que se esforçar muito para perder com as cartas que recebiam.
Eu aproveitei para exercitar minha poker face, porque não esboçar reação com aquelas cartas ridículas não é para qualquer um. Rato Pente e Rato Jason também malograram sucesso, e todos tivemos que ouvir a falação de Carne Frita.
Como não pode faltar as devidas iguarias em uma reunião Rato, foi Lulu, a matriarca da casa que, ainda no ritmo do seu Arraial realizado em São Lourenço, providenciou os comes e bebes.
Assim, refestelamo-nos com sopa de ervilha, canjica, amendoim e cocada. Como não sou fã de sopa de ervilha, contentei-me com três tigelas.
Na segunda tigela, abandonei a sala de jogos e fui para a cozinha, onde Isabela, a Rainha dos Duendes, contava para Gisele, a Estressada, como transformou seu agora ex-namorado em um gnomo caolho e narigudo, após as descobertas durante o Arraial da Lulu, em São Lourenço (MG). Não acredito que eu perdi o maior barraco da história da C.C..
Na presente data, na sede de propriedade de Carne Frita, o Benemérito, a Ratalhada fica convocada para reunião do Conselho que tratará de assuntos internos, com início às 18h.
Roído às
12:48h
por Metalheart
Se a Paula é Boizinho, o namorado dela é o Vacão?
Estávamos eu, Rato Bozomaru, o Miserável, e sua irmã Paula Boizinho sem ter o que fazer.
Quando abri o MSN, vi uma foto de Boizinho com algum moleque em um ato altamente libidinoso. A foto não era das melhores e parecia retratar um beijo no rosto. Motivo mais do que suficiente para começarmos a implicar com a Boizinho. Desde o presente que ela deu para ele no dia dos namorados (um boneco do Snoopy, que ridículo!) e o devido interrogatório sobre os antecedentes do indivíduo. Até que eu disse para ela:
- Traga ele aqui, que eu quero olhar bem pra cara dele!
Foi aí que ela desistiu de permanecer conosco na sala. Não demorou muito, o elemento, para desespero dela, começou a chamá-la do portão. Seu outro irmão, que havia aparecido para auxiliar na encheção, exclamou de súbito:
- Paula, o chifrudo chegou. - Eu e Bozomaru gargalhávamos, deliciados com o desespero dela:
- Gente, ele não é chifrudo. Eu não faço isso. - Ela defendeu-se.
- Como não? Você acha que não vejo você conversando com um monte de garotos no MSN. Hein? Hein? - Bozomaru acusou.
- Ihhhh! - O tradicional tom de desafio, foi a minha participação para continuar a tortura.
- O que você tá fazendo aqui? - perguntou ela da porta. Não pudemos ouvir a resposta dele, e, então, ela falou:
- Ah, é. Tinha esquecido que a gente ia estudar hoje.
Como não é boba, ela nem deixou o garoto entrar, preferiu ficar sentada com ele em um banco improvisado na varanda.
Até que depois de uns quinze minutos, eu e Bozomaru decidimos sair para irmos ver como andava o projeto de Gabriel Miseravinho. Quando ela viu-me em direção aos dois, formou-se em sua face uma expressão de desalento tão grande que não pude esconder meu "melhor" sorriso. E enquanto eu aproximava, ela tentou disfarçadamente advertir seu companheiro:
- Ih, se prepara!
Para surpresa e alívio dela, eu passei apenas lançando um olhar de soslaio.
Não há porque adiantar a diversão já que o indivíduo estará presente no aniversário de três anos do sobrinho de Bozomaru no próximo sábado.
... não apenas chegar na livraria e ver que o livro mais aguardado chegou como também receber um descontão.
No caixa, a moça pergunta se eu tinha o cartão de fidelidade:
- Tenho, mas não tá comigo.
- Não tem problema. Pelo CPF dá.
Passo meu CPF para ela, que logo diz:
- Você tem um bônus de R$30,00. Quer usar?
- Quero - respondo antes que ela possa verificar que é algum tipo de erro no sistema. Afinal, estamos falando de mim. Coisas assim normalmente não estão certas.
Depois da transação efetuada é que eu pergunto o motivo daquilo, e ela responde tratar-se do acúmulo de pontos do meu cartão. Cada 765 pontos dá o direito a R$15,00 em bônus. Melhor eu começar a checar quais são meus bônus nas outras livrarias. Não é todo dia que um livro tão aguardado sai pela bagatela de R$10,00.
"Mas eu odiava Alfredo. Odiava-o por ter me humilhado em Exanceaster quando me fizera usar manto de penitente e me arrastar de joelhos. E não pensava nele como meu rei. Ele era saxão do oeste e eu era da Nortúmbria... Ele acreditava que Deus iria protegê-lo dos dinamarqueses e eu acreditava que eles teriam de ser derrotados pelas espadas."
(O Cavaleiro da Morte; Cornwell, Bernard)
Gabriel, sobrinho de Rato Bozomaru, o Miserável, completará três anos no próximo dia 23. Ele não só lembra muito bem de mim e das nossas brincadeiras como comentou que fazia muito tempo que não me via. A esperteza do garoto é impressionante. Digna de um Rato. E com grande gosto percebo que ele já trilha o caminho que o levará às fileiras da C.C..
Acho que não é toda criança da idade dele que sobe as escadas, liga o micro no quarto dos pais, conecta na internet, entra no site do Discovery Kids e imprime um desenho para colorir. Isso quando não resolve jogar um passatempo que consiste em dizer que figura começa com a letra em destaque. Ele, claramente, não sabe ler, mas aprendeu como fazer tudo isso só de observar seus pais. Ele apenas clica nos lugares certos até chegar onde quer.
Se eu não dominar o mundo, ele, com certeza, terá uma grande chance. Por isso, já comecei a moldar o caráter do pequeno. Quando a mãe contou que em um dia de irritação, ele bateu em sua tia Paula Boizinho, irmã de Bozomaru, eu não perdi a oportunidade. Após a mãe explicar que isso não deve ser feito, assim como chamar a avó de chata, eu agi.
- Na tia Boizinho você pode bater que eu deixo, tá?
Ele balançou a cabeça positivamente.
- E se você bater, eu te dou um carrinho - foi aí que os olhos dele brilharam.
- Qual? Esse aqui? - apontando no jornal.
- Você quer esse?
- Quero.
- Então tá. Mas o que você tem que fazer?
- Bater na tia Boizinho.
- Isso. Aí eu te dou o carrinho. Beleza?
- Beleza.
O tio Bozomaru gostou da idéia, e o pai achou graça. Só a mãe ficou espantada por ter um filho mercenário. E eu satisfeito com a minha influência sobre a mente inocente. Sob minha orientação, esse garoto tem futuro.
Não quando eu levo mais tempo do aeroporto à minha casa do que voando de Florianópolis ao Rio.
E só para constar, da Toca do Rato até o aeroporto de Florianópolis foram gastos 9min27s.
Não há uma esperança no inferno
Nada vai nos trazer abaixo
O jeito que nós voamos
Cinco milhas acima do chão
Porque nós atiramos para matar
E você sabe que sempre iremos
Isto é um bombardeiro
Grite por mil milhas
Sinta a morte negra gemendo mais alto
Tempestade de fogo chegando perto
Napalm até o osso
Porque você sabe que nós fazemos direito
Isto é um bombardeiro
Nenhum caça noturno
Vai nos impedir de atravessar
Sirenes fazem você encolher-se
Pode apostar que minha mira é certeira
Porque nós miramos para por prazer
Fazê-lo ficar de joelhos
Isto é um bombardeiro
(Motörhead - Bomber)
"Nós nunca tivemos um bom mundo. Nós não sabemos como fazer um mundo bom. A única coisa que temos aprendido em dois mil anos de civilização é como matar mais pessoas de mais longe, para que nós não tenhamos que ver. Nossa mentalidade não evoluiu."
Lemmy Kilmister, líder da banda Motörhead.
No serviço, tomávamos o café-da-manhã, quando um colega, MS, começou a abrir o pão sobre o queijo e o presunto, o que gerou o protesto de outro colega, D:
- Oh, cara, assim você vai encher aí de farelo.
- Ah, lá em casa, eu faço assim. Aí não perco nada do pão. - Rebateu o outro, querendo fazer graça, aproveitando sua fama de pão-duro. Logo, pediu para levar, e o outro não deixou por menos:
- Não compare isso aqui com o chiqueiro.
A melhor do dia.