Ontem, em minha primeira jogatina de pôquer ao vivo, consegui já uma vitória de forma emocionante.
Com todas as fichas em jogo, meu adversário não acreditou quando completei um full house no river quando ele havia conseguido um flush na carta anterior.
Pena que ninguém apostou o carro ou a casa.
"Ontem a noite eu fiquei até tarde jogando pôquer com cartas de Tarô. Eu fiz um full house e quatro pessoas morreram."
Steven Wright, comediante americano.
A última temporada no Rio de Janeiro foi a melhor.
As risadas foram inesgotáveis. Pude estar na companhia dos meus amigos quase todas os dias.
O único senão é que eles parecem estar carregados demais. E de vez em quando, eles soltam faíscas que acabam por atingir uns aos outros. Então, recomendo a eles paciência e que ponderem mais e falem menos em seus dias "elétricos". Assim, evitarão que mágoas surjam por motivos banais. Seja uma divergência sobre o restaurante, local para ir ou as opiniões que cada um tem sobre a vida em geral.
Lembrem-se que o mais importante é estarmos uns com os outros. E que as gargalhadas que arrancamos de nós propiciam momentos inesquecíveis que pesam muito mais na balança do que os atritos.
Para ilustrar isso, nada melhor do que a lição abaixo sobre o que são os amigos.
"Puro-Osso, eu sei que a Mandy é má e o Irwin é carente, mas eles são assim. Às vezes nossos amigos são gente que nem a gente gosta. Se tem uma coisa que eu aprendi (...) foi que podemos escolher amigos... e tirar melecas... mas não podemos tirar melecas do amigo, você tem que deixar eles serem quem são... e tirarem sozinhos."
Billy, em As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy.
Com a iminente chegada da sobrinha de Gisele, a Estressada, nesta semana, o papo chegou até o período máximo e mínimo de uma gravidez normal.
- Porque nessa semana o bebê já está maduro - explicava-me Isabela.
Foi aí que Rato Serrão, o Pilantra, entrou no assunto:
- Mas se o bebê não estiver maduro ainda é só embrulhar no jornal e colocar dentro do forno.
Tive que concordar. Sempre funcionou com os abacates.
Roído às
11:34h
por Metalheart
Fim de Semana Rato - Parte III
Vários Locais - Domingo
Na casa de Rato Jason, aguardava por Rato Adylaide, que seria minha carona até o boliche do Norte Shopping.
Ao chegar, Ady mostrou porque é uma lenda, ao dizer lá de baixo:
- Ô Jason, abre aí que eu quero fazer cocô.
Direto para o banheiro, ele nem se incomodou em fechar a porta que "é pra conversar melhor". Terminados os trabalhos, ele saiu com uma cara triste:
- Não consegui ficar à vontade.
Deve ser porque sua quase-esposa Bruna ficou berrando para ele se apressar.
Ao descer, fui apresentado a um casal amigo dos dois, Sabrina e Dinho (ou Binho ou Pinho, ainda não estou certo), e rumamos para o boliche.
Com Ady na direção, dificilmente será o caminho mais curto. Atalhos não são para ele. Nem seguir a orientação alheia. Com isso, ele nos levou para uma emocionante volta pelas imediações do Complexo do Alemão. Minha ex-AAA adoraria o tour!
No boliche, encontramo-nos com Rato Marcus e Aline Sem Classe mais Saldanha e Mariana. A surpresa foi o aparecimento de Adyinha, irmã de Adylaide.
Com o início do jogo, Rato Marcus jogou seus três dias de treino por semana na vala, quer dizer, na canaleta. Teve que ouvir até o fim do jogo as gracinhas pertinentes (e impertinentes).
Como não sei jogar mesmo, o que acontecer de bom para mim é lucro. Sem Classe lançava a bola e tentava fazer com que ela fosse na direção certa usando as mãos. Poderes paranormais não são o forte dela. Sabrina atirava a bola com tamanho desprezo que a bola, querendo melhorar sua condição com ela, acertava os pinos por si só.
Bruna roubou a cena com sua corridinha de desenho animado. Ady, o Ignorante, lançava a bola de maneira que ela tocasse a pista já quase na metade do percurso. O espantoso era ele conseguir vários strikes.
Ficamos na pista mais próxima a área dos fumantes, para alegria dos amigos viciados, que necessitavam continuar seu suicídio em parcelas. O que encareceu nosso jogo, já que eles atrasavam as sua jogadas e a pista é cobrada por hora.
- O taxímetro tá correndo - eu fazia questão de lembrar.
Em um desses momento de confraternização dos fumantes, no primeiro piso, um pré-adolescente chamou à atenção de seu colega que dava "pra ver a calcinha daquela menina". Momento em que, sem perda de tempo, Sem Classe levantou o vestido e berrou:
- Que calcinha o quê! Eu tô de short, seu retardado! - e o moleque saiu voado.
Com a chegada da fome, optamos pelo rodízio de pizzas da Parmê. A vantagem é ter o refrigerante liberado, mas seria melhor se eles misturassem um pouco menos de água.
Durante a rodada de pizzas doces (recuso-me, completamente), Ady tomou o chantilly do garçom e desenhou desenhos obscenos na pizza dos outros.
E foi assim que terminou o fim de semana mais Rato dos últimos tempos.
Rato Serrão, o Pilantra, não cansou de dar bola fora ontem.
No jogo do Brasil, após o belíssimo primeiro gol do time mexicano, ele exclamou:
- Caraca! O Hugo Chavez deve tá louco!
- Mas ele é presidente da Venezuela! - disse Rato Jason.
- Ele deve tá louco mesmo se já tá querendo mandar no México - eu disse.
Isabela, a Rainha dos Duendes, e Gisele, a Estressada, gargalhavam. Gisele quase passava mal, já com a barriga doendo.
Enquanto isso, Serrão tentava desesperadamente bolar uma justificativa para seu comentário.
Depois, no segundo gol, não pude perder a oportunidade:
- Agora é que o Hugo Chavez deve tá plantando bananeira.
E o Anão de Itu ainda tentava se justificar.
De carona com O Casal para a casa de Rato Jason, Gisele, a Estressada, comentou:
- Preciso comprar uma calcinha.
Animado, antevendo alguma possibilidade interessante, Rato Serrão, o Anão de Itu, perguntou:
- Por que, amor?
- Porque amanhã eu vou na médica e não vou de calcinha velha.
Claro que eu ri. Muito.
Roído às
12:59h
por Metalheart
Fim de Semana Rato - Parte II
Laje da família de Rato Marcus - Sábado
Após ter suportado com bravura o aniversário de três anos de Gabriel, sobrinho de Rato Bozomaru, o Miserável, em que dezenas de crianças corriam e gritavam livremente, fui convocado para o Arraial do Cospe Grosso, na casa dos parentes de Rato Marcus.
A festa ocorreu na laje da moradia, localizada no acesso ao morro da Fé. Chamado assim porque você precisa ter fé se pretende subir e descer vivo o morro caso não seja conhecido na área.
A mesa esteve farta; cheia de guloseimas: cuscuz, pé-de-moleque, bolos, salsichão, sopa de ervilha, canjica, cachorro-quente, salgados, empadão, pastel e paçoca foram algumas das iguarias, fora as bebidas que mantiveram o fogo do pessoal aceso.
Rato Jason também esteve presente, assim como o casal Saldanha e Mariana. Porém, quem roubou a cena foi Aline Sem Classe, personificada como a noiva da quadrilha. As fotos não mentem, e ela prometeu publicá-las em seu álbum no Orkut. Durante a dança de quadrilha, a moça esbanjou todo seu garbo e elegância, rebolando até o chão (?), ao fazer par com um cidadão que mais parecia o Seu Batista da Escolinha do Professor Raimundo.
Era uma festa caipira, mas algumas pessoas pareciam estar em uma festa à fantasia. Das personalidades da festa, Sem Classe destacou a presença de Britney Spears (durante a reabilitação) e Beyonceé (depois de uma chapinha que saiu terrivelmente errada).
Uma tia de Rato Marcus cismou comigo e veio tirar sarro com a minha cara, dizendo que eu não estava animado. Para não perder a chance, Rato Marcus cochichou algo no ouvido dela a meu respeito e não demorou para que ela voltasse com um pedido de desculpas. Não faltaram risadas.
A festa continuou animada avançando pela madrugada, assim como os tiros continuaram a se confundir com os fogos de artifício.
Roído às
12:46h
por Metalheart
Fim de Semana Rato - Parte I
Outback do Norte Shopping - Sexta-Feira
Encontrei com Rato Marcus, que acabava seu treino de boliche, para esperarmos o pessoal no Outback. Às 19h, hora marcada, estávamos no local e já separamos o número de mesas e cadeiras necessáro.
Às 20h31min, tivemos que soltar a mesa extra e dois pares de cadeiras, após a terceira solicitação da gerente em razão da fila que se formava do lado de fora. Bem, não temos culpa que o pessoal tem problemas com horário. Porém, não houve dificuldade para arranjar novos lugares conforme o povo foi chegando.
No Outback, você só paga o primeiro refrigerante, o resto vem de brinde. Os garçons são incentivados a se integrar com os clientes e a nossa garçonete, uma anã paraguaia, foi muito bem nesse quesito. Quase no fim do nosso encontro, ela já estava
sentando na nossa mesa e chamando todo mundo pelo nome. E ainda garantiu um chope extra para o pessoal.
A primeira a chegar, foi a namorada de Rato Marcus, Aline Sem Classe, que já chegou esbanjando sua (falta de) categoria ao passar pela fila sem maiores explicações e fazer gestos obscenos em minha direção.
O Casal (Gisele, a Estressada, e Rato Serrão, o Pilantra) continua enrolado e contou como a primeira e única desistência da noite. Com isso, Rato Jason, que estaria de carona com eles, teve que negociar a liberação do carro com Carne Frita e foi o próximo a chegar.
Após um tempo, lá pelas 22h, chegou outro casal de amigos, Saldanha e Mariana.
Eu e Rato Jason fazíamos nosso melhor para fazer com que o restaurante se arrependesse desse sistema refil com os refrigerantes, enquanto Sem Classe cuidava de seus problemas com os molhos apimentados.
Às 23h47min, chegou o último casal da noite, Rato Adylaide com sua namorada/noiva/esposa Bruna.
A conclusão que nossa garçonete seria uma anã falsificada deu-se após Aline Sem Classe relatar alguns apuros por que passou devido a sua fobia de anões cabeça-de-feijão. Inclusive, que já teria recebido uma cantada de um. A garçonete sofreu, mas ao menos ganhou um elogio junto ao gerente e por e-mail na página do restaurante.
A bagunça continuou até as 2h e terminou com Sem Classe, sempre ela, passando em meio ao chafariz do pátio do shopping. O que resultou em uma chamada de atenção a seu namorado pelo segurança do shopping. Quer dizer, ele tentou chamar à atenção.
Mais uma vez, Rato Serrão, o Pilantra, mostrou a razão de Gisele, a Estressada, ser... bem... estressada.
Ao ver que eu comia canjica, ele aproveitou toda sua finesse para oferecer a guloseima para sua noiva:
- Amor, quer canjica?
- Quero.
Serrão apontou para a bancada e disse:
- Aqui tá o copo e a colher tá na gaveta.
Ela limitou-se a colocar a mão na testa enquanto Rato Jason exclamava:
- Mas continua um lorde!
A reunião do Conselho, desfalcada do casal Rato Marcus e Aline Sem Classe, foi marcada por grandes revelações.
A noite iniciou-se (e terminou) com uma disputa de sueca. Carne Frita, o Benemérito e Rato Serrão, o Pilantra,
foram os grandes vencedores da noite. Não houve dupla que os derrotasse. Se bem, eles teriam que se esforçar muito para perder com as cartas que recebiam.
Eu aproveitei para exercitar minha poker face, porque não esboçar reação com aquelas cartas ridículas não é para qualquer um. Rato Pente e Rato Jason também malograram sucesso, e todos tivemos que ouvir a falação de Carne Frita.
Como não pode faltar as devidas iguarias em uma reunião Rato, foi Lulu, a matriarca da casa que, ainda no ritmo do seu Arraial realizado em São Lourenço, providenciou os comes e bebes.
Assim, refestelamo-nos com sopa de ervilha, canjica, amendoim e cocada. Como não sou fã de sopa de ervilha, contentei-me com três tigelas.
Na segunda tigela, abandonei a sala de jogos e fui para a cozinha, onde Isabela, a Rainha dos Duendes, contava para Gisele, a Estressada, como transformou seu agora ex-namorado em um gnomo caolho e narigudo, após as descobertas durante o Arraial da Lulu, em São Lourenço (MG). Não acredito que eu perdi o maior barraco da história da C.C..
Na presente data, na sede de propriedade de Carne Frita, o Benemérito, a Ratalhada fica convocada para reunião do Conselho que tratará de assuntos internos, com início às 18h.